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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Técnicas do Ninjutsu

Koshijutsu - Ataque aos nervos e orgãos do corpo
Taihenjutsu - Tecnicas de movimento do corpo
Shime Waza - Tecnicas de estrangulamento
Gyaku Waza - Tecnicas de combate de controle articular
Gaeshi Waza - Contra Tecnica
Katame Waza - Tecnica de imobilização
Swari Gata - Formas combativas de solo
Aikijujutsu - O Aikijujutsu caracteriza-se por tecnicas de fraturamento por meio de chaves desferidas em articulações, muito praticadas pelos ninjas
Ninpo Bugei e Kobudo - Treinamento em todas as armas do Ninjutsu e outras armas
Kyojitsuenkan - Tecnicas de movimentação
Tompo jutsu - A arte de escapar
Hajutsu - Arte de escapar e de fugas
Hoshi jutsu - Tecnica de amarrar e amordaçar o oponente durante o combate.
Doko - A arte do veneno
Henso jutsu - Designção generica para a arte ninja de se ocultar em território inimigo.
Chakuzen no jutsu - Tecnica de camuflagem usada pelos ninjas para ocultar-se em forros
Hegen Kashi no Jutsu - Tecnicas de camuflagem usada pelos ninjas e baseada no uso de disfarces
Katsume Gakuri no Jutsu - Tecnica de camuflagem e ocultar-se na água
Saimin jutsu - Hipnotismo e controle mental, envolvendo também sugestões subliminares, pós-hipnóticas e mesmo auto-hipnótica.
Harageri - O sexto sentido do ninja, com exercicios de kokyo(respiração), juntamente com a meditação se desenvolve este sentido que se assemelha a uma premonição direcionada e imediata.
Nieh Jih Ssu Chueh - Arte Chinesa de matar altamente especializada sem deixar traços.Traduzido significa "Toque da morte Ninja" ou Dim Mak.
É dividido em três categorias:
  • Dim Ching
  • Dim Hsueh
  • Dim Mak

Kuji Ashi

Os nove passos fundamentais são eles:

HAI PU: Passo negro Furtivo
HENG PU: Passo cruzado
P'A PU: habilidade de caminhar a noite
SHE PU: Passo da serpente
LUNG PU: Passo do dragão
T'U PU: Passo de investida
JUMEN PU: Giro de entrada
CH'ANG PI KUNG: Habilidade de escalar paredes
PIEN PU: Giro da pista perdida

Aruki

Formas de caminhar em silencio, que capacitam o ninja a penetrar em qualquer ambiente sem ser visto ou ouvido. São elas:

MAE ARUKI: Forma de caminhar de frente
YUKO ARUKI: Forma de caminhar de lado
GUASHI ARUKI: Forma de caminhar no mato alto
SAGURI ARUKI: Forma de caminhar agachado

Os oito grupos do estilo IGA

Os ninjas sâo capazes de se defender eficazmente com suas mâos e pés, utitlizando as técnicas altamente especializadas de combate desarmado. O Taijutsu (Arte do corpo), é definido caracteristicamente por princípios técnicos centralizados em fundamentos de definição combativa através de chaves, torções, estrangulamentos, projeções e ataques a pontos vulneraveis do corpo do oponente. O taijutsu é uma das mais importantes áeas de treinamento do Ninjutsu, requerendo disciplína e perseverança para o seu domínio. Sua principal característica é a utilização por completo do corpo como arma de combate.

TAI JUTSU: Técnica de combate corpo-a-corpo
  • HICHO-JUTSU (Técnicas de saltos)
  • NAWANAGE-JUTSU (Técnica de lançamento de cordas)
KOPPO JUTSU: Técnica de quebramento de ossos
  • JUTAI-JUTSU (Lutas com os pés e as mãos)
YARI-JUTSU: Técnica de lança
  • JO-JUTSU
  • HAMBO-JUTSU (Bastão curto).
BO-JUTSU: Técnica do bastão longo
  • NAGUINATA-JUTSU (Alabarda)
SENBAN-JUTSU: Técnica de arremesso de shuriken
  • TOKEN-JUTSU (Lançar de Lâminas)
KA-JUTSU: Técnica do fogo e explsivos
  • SUI-JUTSU (Técnica relativa a água)
  • CHIKU-JO-GUNRYAKU-HEIKO: (Táticas operacionais de mata e urbana)
ONSHI-JUTSU: (Técnica de invisibilidade)
  • HENSO-JUTSU (Arte do disfarce)
DAKEN TAIJUTSU: Golpes por pancada

    Posições Básicas do Ninjutsu

    SEIZA NO KAMAE Elemento Terra
    FUDÔ NO KAMAE Elemento Terra
    FUDOZA NO KAMAE Elemento Terra
    SHISEN NO KAMAE Elemento Terra
    KIRON NO KAMAE Elemento Terra
    ICHIMONJI NO KAMAE Elemento Água
    ICHO NO KAMAE Elemento Água
    DOKO NO KAMAE Elemento Terra
    JUMONJI NO KAMAE Elemento Fogo
    KOSEN NO KAMAE Elemento Fogo
    HOKO NO KAMAE Elemento Ar
    HIRA NO KAMAE Elemento Vazio
    GASSO NO KAMAE

    GO KYO: Os cinco elementos da natureza

    CHI: TERRA, Firmeza fisica e psicológica.
    SUI: ÁGUA, Adaptabilidade e flexibilidade.
    KA: FOGO, Agressividade e poder.
    FU: VENTO, Escapes e furtividade.
    KU: VAZIO, A união de todos os elementos.

    KUJI KIRI: Os 9 cortes do Ninjutsu

    RIN: Força da mente e do corpo
    KIO: Canalização das energias
    TOH: Harmonia com o universo
    SHA: Cura do eu e dos outros
    KAI: Premunição do perigo
    JIN: Controle do pensamento do eu dos outros
    RETSU: Controle do tempo e do espaço
    ZAI: Controle dos elementos naturais
    ZEN: Meditação

    As Sete Virtudes do Ninjutsu

    GI: A decisão justa, a atitude justa, a verdade.
    YU: A bravura com cariz de heroismo.
    JIN: O amor por todo o universo, a benevolência acima da humanidade.
    REI: O comportamento justo.
    MAKOTO: A sinceridade total
    MELYO: A honra e a glória
    CHUGI: A devoção e a lealdade total

    As Três Leis do Ninjutsu

    KI OJI: Nunca olhar um oponente abaixo, nem subestimar suas habilidades. Não ter medo antes do confronto devido a reputação do inimigo.
    FU TAN REN: Nunca vacilar ao entrar em ação quando for uma ocasião de obter êxito. Não ter medo devido a uma inadequada ou má preparação de sua parte.
    MI KUZU RE: Nunca temer o inimigo e nem atuar com pouca confiança. Não temer devido a aparência fisica e força do inimigo.

    O Ninja

     As atividades dos ninjas antigos datam do período Heian na China (794-1185) até a era Kamakura no Japão (1192-1333). Essa época foi o apogeu do ninjutsu antigo. Essa arte se baseava na mistura de truques mágicos e suas capacidades técnicas tendo como origem os monastérios do Tibet, desenvolvendo-se por completo nos Templos Shaolin na China. Mais tarde no Japão a arte se desenvolveu plenamente. Lá foram criadas técnicas incríveis que foram documentadas nos manuscritos chamados de Torimaki. Muitos desses registros não foram decifrados até hoje porque usavam códigos secretos para não caírem em mãos inimigas. Apenas as famílias que conservaram até os dias atuais tem acesso aos torimaki e sabem sua tradução. Os ninjas antigos desenvolveram suas técnicas por necessidade, devido a grande opressão existente no lugar onde viviam, especialmente na China e no Japão. Antigamente a tradição era transmitida de pais para filhos e por isso se considerava uma família (ryu) e não uma escola (kai). Muitas das técnicas dos ninjas se baseiam na natureza, nos animais, no corpo humano e sobretudo na astúcia do modo de atacar dos animais. Por isso suas técnicas se desenvolveram nas montanhas, nos campos, lagos, rios, mares, etc... hoje em dia suas técnicas continuam sendo ensinadas da mesma maneira diferentemente das outras artes marciais. As práticas no campo aberto se realizam com o objetivo de tornar os ninjas mais rápidos, mais fortes e mais audazes. Os ninjas consideram que a natureza é o melhor meio para o treinamento, melhor que um dojo. Os ninjas antigos conviviam com a natureza ao ponto de depender dela e por isso consideravam o ninjutsu uma forma de vida e não uma arte marcial. Muitos podem pensar que seus treinamentos não servem para a vida cotidiana hoje em dia e só servem para enfrentar uma guerra. Isso é totalmente contrário ao pensamento ninja que treinava e ainda treina para ajudar as pessoas e para ser melhor como pessoa tendo valores em uma sociedade perdida e caótica como a que vivemos atualmente.
    Esses incríveis mestres na arte de camuflagem desenvolveram técnicas e armas para se infiltrarem em qualquer lugar. Suas técnicas de espionagem se baseiam no antigo livro chinês “A arte da Guerra” de Sun Tzu. Sua resistência ao frio e a dor era prodigiosa. Sua coragem era superior ao do samurai. O ninja antigo, sem dúvida não considerava desonroso fugir, porque assim teria uma segunda oportunidade para atacar. O que importava era cumprir a sua missão. Se era capturado preferia se suicidar, não porque não dava valor a vida, mas porque sabia que seria submetido a torturas das mais cruéis para delatar suas famílias. Por isso não duvidavam em se suicidar, pela honra da sobrevivência de sua espécie.

    domingo, 10 de julho de 2011

    Ijutsu

    Ijutsu é o estudo da Medicina Oriental e suas várias aplicações. Dentro do Bugei, essa é uma área do conhecimento da maior importância e que requer, no mínimo, oito anos de estudo, pois abrange diversas áreas, tais como a acupuntura, o shiatsu, a anma, o kuatsu, a reflexologia, a fisiognomonia, a fitoterapia entre outras. Da medicina alopática, estuda-se a anatomia do corpo humano porém as semelhanças não vão além disso. A abordagem holística e energética em relação ao paciente e à própria doença (desequilíbrio), as formas de tratamento e as terapias aplicadas diferem sob muitos aspectos da ciência médica ocidental.

    Haragei

    Haragei é um amplo estudo do domínio da bioenergia a partir do conceito de "ki" (energia vital), adquirido através da respiração. A respiração alimenta todos os nossos sentidos, nossas funções orgânicas, células, órgãos e etc. Ela é o que nos mantém vivos. Respirar foi a primeira coisa que fizemos ao entrar nesse mundo e a última que iremos fazer. 
    Apesar de não nos darmos conta, a respiração está intimamente associada às nossas emoções e padrões de comportamento. Observe como ela se muda, tornando-se curta e superficial, quando estamos ansiosos ou com medo. Quando pensamos em algo bom ela se expande e aprofunda. Os antigos mestres do O-Chikara sabiam disso e começaram a testar diferentes tipos de respirações e a analisar seu efeitos. Foi assim que desenvolveram os exercícios respiratórios do "ketsugo", do "densho butsu no kami" e do "taiso", que chamamos de haragei.
    Respiramos cerca de 20.000 vezes num dia. Em cada respiração, absorvemos por volta de 300 ml de ar. Mas nossos pulmões foram planejados para muito mais, pois a capacidade pulmonar de um adulto é de cerca de 4 litros. Nossa respiração cotidiana movimenta apenas 10% do que nossos pulmões comportam. Assim, nosso corpo e nossa mente funcionam com uma quantidade de combustível bem menor do que necessitam e jamais poderemos expressar plenamente nossos potenciais e viver uma vida realmente saudável se não aumentarmos nossa absorção de oxigênio.
    Praticando os exercícios que o haragei nos oferece, ampliamos a respiração e reeducamos os músculos e órgãos envolvidos nesse processo para que esse padrão respiratório se mantenha mesmo depois de terminada a prática. Muitos desses exercícios devem ser aprendidos diretamente com um instrutor pois precisam ser corrigidos. Os que você aprenderá a seguir produzem bons efeitos, são bastante simples e podem ser feitos em casa.
    O ki (também conhecido como chi kung) é um sistema holístico que combina técnicas de respiração com movimentos precisos e concentração mental. Seu objetivo é promover saúde e bem-estar plenos. Kukiga significa “exercício de energia interna” e é mais uma arma simples e eficaz para o seu arsenal de desintoxicação. Pratique ki diariamente, de preferência com roupas confortáveis e soltas  e você conseguirá aumentar seus níveis de energia, lidar com o estresse e evitar um grande número de enfermidades. O ki também melhora a concentração e aumenta a criatividade e a inspiração.A respiração, os movimentos e as posturas do ki têm efeitos específicos na produção e na circulação da linfa. Os exercícios atuam de várias maneiras contraindo os músculos do corpo, usando a gravidade (certas posturas invertem os membros) e a respiração profunda, que bombeia a linfa e aumenta a oxigenação do sangue. A grande vantagem do ki é que qualquer pessoa pode fazê-lo: se você estiver muito fraco para ficar de pé, existem exercícios que podem ser feitos na posição sentada. Se não puder nem se sentar, existem exercícios que podem ser feitos em posição deitada.

    Sujutsu

    O Sujutsu é a arte dos números, que têm características e significados próprios. Trata-se de um estudo amplo sobre os valores e os significados numéricos, que se assemelha à numerologia. Ele engloba cálculos através de dados fornecidos sobre uma pessoa, sobre data de nascimento e até mesmo sobre situações. O Sujutsu auxilia em decisões, ajuda a compreender personalidades, karma, influências energéticas na vida de uma pessoa, seu caminho e também ajuda a direcionar as energias através de seus cálculos. É amplamente utilizado em estratégias, visto que os dados fornecidos dão explicações sobre a maneira de agir e pensar, aliando-se a informações sobre a data e sobre que energias circulam em determinado momento.
    O aspecto pessoal do Sujutsu consiste no fato de que todos podem usá-lo como um guia no planejamento de suas atividades, nas mudanças ou no início de um novo projeto. A finalidade principal de um estudo numerológico é favorecer o crescimento pessoal, como instrumento para o autoconhecimento.Partindo deste princípio, o Sujutsu indica certas "tendências" universais que se aplicam basicamente àquelas pessoas que estão sob influências vibratórias detectadas por cálculos matemáticos. Quando bem compreendidos, os números podem levar as pessoas a um caminho de felicidade, sucesso e prosperidade. Essa arte é utilizada para determinar os aspectos da personalidade de uma pessoa, seus talentos, suas reações emocionais, suas atitudes com outras pessoas e quais são os obstáculos que precisam ser vencidos. Através da relação das palavras ou letras com os números, pode-se traçar um perfil da pessoa e ajudá-la a compreender a sua missão nessa vida. É importante lembrar que o Sujutsu não faz previsões do futuro, ele somente mostra sentimentos e influências na vida da pessoa.
    Além disso, o Sujutsu é uma das chaves para desvendar os mistérios da vida, da cultura e da história humana. Utiliza-se dos números, símbolos sagrados, para a compreensão da realidade.É uma ciência tão antiga quanto a história do universo; foi um dos conhecimentos ensinados por Tengu ao povo da floresta, na era Kamakura, mas não há como prever a origem dessa ciência. É ensinada e praticada com êxito desde os mais remotos tempos, tendo atravessado os períodos mais tormentosos da vida do povo do Bugei.


    O Sujutsu e a Numerologia
    A numerologia é um sistema aritmético místico que revela o caráter, a personalidade e a experiência das pessoas por meio de sensíveis progressões aritméticas. Sua eficácia foi reconhecida pelos pré-históricos, pelos gregos antigos e pelas sociedades da era elisabetana. Sua informação psíquica foi organizada por líderes de clãs, filósofos e sacerdotes de todas as eras. Modernizada no século VI a.C., é hoje um sistema veloz, simples e positivo para o autoconhecimento. A Numerologia prolonga a visão dos míopes, amplia a visão no escuro e simplesmente emite luz quando precisam de claridade.A era dos números e sua importância está cada vez mais em foco.Somos atraídos por pessoas, lugares, coisas que vibram conosco e, na maioria das vezes, temos dois ou mais números que nos acompanham por toda a vida, trazendo-nos sorte ou surpresas nem sempre agradáveis.
    Assim como a numerologia, o Sujutsu fornece um perfil completo do estilo de vida associado à personalidade quando aplicamos os significados dos números individuais ao nome que recebemos ao nascer e à data em que nascemos. Os números de nosso nome descrevem as coisas que já nascemos sabendo. Os números da data de nosso nascimento descrevem as coisas que temos que aprender.
    Os símbolos numéricos das letras de seu nome esboçam seus instintos, sua auto-imagem e seus talentos naturais. As pessoas relacionam-se imediatamente com seus nomes. Os metafísicos acreditam que a alma seleciona o seu nome antes do nascimento para refletir o som de suas capacidades.Os números de sua data de nascimento descrevem as experiências da vida e seus objetivos. As subdivisões da data de nascimento- os números do dia, mês e ano - são símbolos de três ciclos principais das experiências vitais, e o significado do número total explica o tipo de pessoas e de experiência que você vai encontrar no caminho, também chamado destino. Os significados dos números do mês e do dia de nascimento descrevem atos e atitudes.

    Doshu no Jutsu

    Doshu no Jutsu é a arte da liderança. Com o princípio da tradição militar e a ascensão do Shogunato, imperou-se a necessidade de um sistema organizacional que mantivesse em alta a classe aristocrática. Desta maneira, desde o comando dos Ashikaga, o Japão vem se aprimorando na arte da liderança, que consiste na manipulação dos meios tal como a administração do bem e da economia. Muitos nomes foram atribuídos no passado a tal arte, que visava a estruturação de um clã, desde o seu princípio até a sua consolidação. Em outras palavras, podemos dizer quer o Doshu no Jutsu vai muito além do que simplesmente liderar um exército ou uma empresa. Nos dias atuais, as grandes universidades têm, em seu currículo, disciplinas voltadas à construção de líderes.Tal ensinamento não difere muito da Antigüidade, sendo relevante a colocação de uma adaptação ao mundo dos negócios atuais. Tal fato é que os livros "Go Rin no Sho", de Miyamoto Musashi, e a "Arte de Guerra" de Sun Tzu, foram os mais lidos em Wallstreet, nos EUA. Por outro lado, a arte da liderança impera na absorção e cultivo do pensamento voltado à evolução e aprimoramento mental. "O Homem que se afasta do Eu e retorna restaurado". Tal frase vem nos explicar que a arte da liderança, através de seus ensinamentos, restaura a maneira habitual que qualquer ser humano carrega desde o seu nascimento. Sendo matéria obrigatória nas escolas de Bugei, a arte do Doshu no Jutsu é o alicerce depositado na continuação das empresas do Keiretsu e manutenção da tradição militar. 
    Formas recentes de organização flexível do trabalho enfatizam mais a ação de equipes em detrimento do trabalho individual. Membros de equipes, em geral, são profissionais com níveis de conhecimentos diferenciados, maior grau de maturidade e envolvimento com os objetivos do negócio. Para coordenar estas equipes, há necessidade de um novo padrão de chefias.Nas décadas anteriores prevalecia o perfil do líder dinâmico e audaz que conseguia vencer sozinho; seu instrumento de ação era o poder hierárquico, organização relativamente rígida do trabalho e o  controle da equipe. Hoje, além de dinâmico e audaz espera-se que o líder seja empreendedor e criativo, para trabalhar como membro de equipes ao lado dos demais colaboradores: alguém que saiba dividir as vitórias com a equipe. A época dos líderes dominadores, que mantinham os membros da equipe com área restrita de liberdade para trabalhar está chegando ao fim. A relação do líder com a equipe é a de facilitador com vistas à obtenção de resultados. Se antes atuava como comandante, agora deve adotar o papel de educador, sempre preocupado em aproveitar o potencial e talento de cada membro da equipe e aproveitando ao máximo as competências individuais. Do papel voltado para a produção, vem se tornando um verdadeiro administrador de recursos humanos. Sua arma não é mais o poder da hierarquia, mas a motivação da equipe e o centro da autoridade está passando da posição hierárquica para a situação onde o trabalho se realiza, pois o poder sem exercício real da liderança leva a resultados negativos.
    Devemos refletir sobre as competências básicas exigidas para o desempenho das chefias e liderança; aquele conjunto de conhecimentos, habilidades e comportamentos que permitem ao líder gerar um determinado resultado através da coordenação do trabalho da equipe. As competências em habilidades e conhecimentos referem-se aos aspectos técnicos do trabalho e variam muito conforme as características de produtos e serviços de uma organização; as competências comportamentais, contudo, são necessárias a todo líder de equipe. Abaixo relacionamos algumas competências básicas indispensáveis ao perfil do líder nas organizações:
    Autoconhecimento: O líder deve ter boa percepção e sensibilidade dos seus impulsos e motivações, bem como sobre o efeito destes comportamentos sobre as pessoas com quem convive. Autoconfiança e autoavaliação realista são posturas indicadoras do autoconhecimento e apresentam forte impacto na situação de trabalho em equipe.
    Automotivação: Capacidade de definir metas pessoais e persegui-las com energia, entusiasmo, otimismo e comprometimento com os objetivos do trabalho. O líder motivado é fonte constante de estímulo para o grupo. Grandes desafios nas equipes só podem ser vencidos com líderes motivados.
    Comunicação/empatia: A moeda corrente no trabalho de equipe é a comunicação. Mesmo os grupos pequenos estabelecem teias de comunicação e tornam-se palcos de fortes emoções, alianças formam-se e objetivos divergentes estabelecem-se. Cabe ao líder tentar compreender com empatia os pontos de vista de todas as pessoas em volta e administrar as diferenças. A empatia manifesta-se na habilidade de reconhecer a necessidade das pessoas de crescer, por isso investem no desenvolvimento dos talentos como treinadores e mentores
    Sociabilidade: Competência para administrar relacionamentos, capacidade de criar campos em comum. As pessoas parecem saber, intuitivamente, que os líderes têm que administrar seus relacionamentos de forma eficaz. A tarefa do líder é fazer com que o trabalho seja feito por outras pessoas e a sociabilidade torna isto possível. A sociabilidade manifesta-se também na competência em administrar a diversidade que se manifesta nos grupos de trabalho: a discussão, a competição e o conflito.
    Ousadia e Flexibilidade: Espera-se que o líder seja empreendedor e não somente um mantenedor. Mas, antes de tudo, que tenha comportamento flexível pronto a adaptar-se a situações novas e a quebrar paradigmas.
    Em resumo, empresas que atuam em mercados competitivos têm pouco espaço para as chefias no sentido tradicional, mas estão profundamente carentes de líderes. E profissionais em funções de liderança são mais valorizados pelas suas competências comportamentais na direção de equipes do que pelo uso do poder hierárquico conferido pelo cargo ocupado na organização. Embora as competências em habilidades e conhecimentos sejam importantes para o líder são decisivos os fatores de Inteligência Emocional.

    Cha no Yu

    A cerimônia do chá - chamada em japonês de sadô, chadô ou chanoyu - é muito mais do que um ritual estilizado de servir chá verde em pó numa atmosfera serena. É uma filosofia de vida que há séculos vem influenciando muitos aspectos da vida dos japoneses. O chá verde em pó (macha) foi introduzido no Japão no final do século XII por monges zen-budistas que chegavam da China. A partir do século XIV, espalhou-se entre a classe alta o hábito de fazer reuniões sociais para tomar chá, notadamente para a apreciação de pinturas. Sob a influência dos samurais, na época a classe dominante na sociedade japonesa, desenvolveram-se certas regras a serem seguidas pelos participantes das reuniões de chá. Foi essa a origem do chadô (literalmente, "Caminho do Chá"). No início, as reuniões de chá eram caracterizadas pela ostentação. Foi somente no final do século XV que o monge zen-budista Murata Juko (1422-1502) passou a incentivar a prática da cerimônia do chá em salas pequenas e com poucos utensílios.Outro monge, Sen no Rikyu (1522-1591), deu a estrutura definitiva para a cerimônia do chá, no final do século XVI. Ligado à filosofia zen, Rikyu pregava o espírito wabi (desprendimento, simplicidade, eliminação do supérfluo) para a cerimônia do chá, o que também se tornaria a essência da arte japonesa.
    Sen no Rikyu
    Rikyu, considerado o maior de todos os mestres de chá, identificou os quatro princípios que guiam as regras do Caminho do Chá: harmonia (wa), respeito (kei), pureza (sei) e tranqüilidade (jaku).Uma frase sintetiza bem o significado do chadô: ichigo, ichie ("um momento, um encontro"). O chadô ensina que se deve viver todo momento intensamente, pois ele é único, não se repete. Outro conceito importante da cerimônia do chá é "kokoro ire" (colocar a alma). O anfitrião procura pôr toda sua alma na reunião de chá e executa seu papel com o propósito de criar uma atmosfera na qual o convidado possa encontrar tranqüilidade.Após a morte de Rikyu, seus ensinamentos foram passados de geração a geração, por seus descendentes e discípulos. Formaram-se diversas escolas, das quais a que tem maior número de seguidores é a Escola de Chá Urasenke, dirigida desde 1964 por Soshitsu Sen, 15ª geração de grão-mestre de Urasenke.

    Ofuro Jutsu

    É a arte do banho, que possui vários fins: relaxamento, limpeza, terapêutico entre outros. Quando se fala em Ofurô, a primeira coisa que nos vem à mente é uma maravilhosa tina de madeira com água quente, onde ervas nos esperam para um delicioso banho. Esse é o tradicional ofurô japonês. O ofurô tradicional é originalmente feito nessa tina de madeira (individual), com água aquecida gradualmente até 45o sobre fogo alimentado por carvão. O banho dura de 10 a 20 minutos e é conhecido por ser um tipo de imersão mais profunda.
    Nele pode ser utilizada somente água, mas, se acrescidas a ela substâncias voláteis e perfumadas ou medicamentosas, adquire efeitos curativos por sua vantagem de maior penetração, devido à alta temperatura. O calor tão apreciado, no entanto, é o principal fator desses efeitos, pois provoca uma vasodilatação e conseqüentemente aumento do fluxo sangüíneo, o que melhora a oxigenação das células, ajudando a eliminar toxinas e a relaxar o corpo por completo. Por outro lado, a água quente que nos relaxa também desidrata a pele, porque ocorre um aumento dos espaços entre a camada córnea, por dilatação. Por isso, atenção aos exageros: quem não está acostumado pode ter uma síncope caso abuse das altas temperaturas.  Mas é um banho ideal para aliviar tensões, dores musculares, para relaxamento físico e do sistema nervoso e ativar a circulação sangüínea e linfática. Estudos mostram que a técnica japonesa aproveita os efeitos terapêuticos da água e o formato da banheira (Ofurô) que, juntos, proporcionam as sensações do útero materno: proteção, acolhimento etc.

    Tetsugako

    Tetsugako é o estudo da filosofia, que compreende tanto as correntes do pensamento oriental como as do ocidental. Para o homem do Bugei, é necessário conhecer todas as formas e sistemas do pensamento humano. Mas qual o propósito de se estudar tal disciplina? Na análise da existência humana no mundo, verificamos que nos movemos numa sabedoria que dispensa e ao mesmo tempo solicita a filosofia. A "sabedoria da existência" se aninha em nós como o sangue nas veias e o ar no pulmão. Comanda, sem bem nos darmos conta, nossa maneira de estar no mundo, em todos os níveis internos e externos, visíveis e invisíveis, superficiais e profundos. Sem ser invocada, dirige todas as conversações e nos dá o entendimento das palavras que ouvimos e falamos, dos projetos a que nos atiramos para viver.
    Essa sabedoria pré-filosófica de uso imediata, rica e dinâmica, que orienta o comportamento dos que se amam, nunca é vivida em sua plena riqueza. A consciência é um mecanismo de percepção. Esse mecanismo pode expressar-se de inúmeras maneiras, que envolvem vários níveis de compreensão e comportamento. Os budistas delinearam claramente diferentes estados em sua elaborada descrição da jornada da alma no pós-vida. Tais estados correspondem aos tipos da natureza humana e maximizam características salientes: raiva, inveja, apatia, orgulho e piedade.
    A verdade é que a consciência pode ser intelectual ou orientada pela sensação, pode ser emocionalmente habituada ou psiquicamente cognitiva, pode até mesma ser espiritualmente ajustada e alinhada às forças cósmicas. Pode ser uma combinação qualquer. Em nosso espectro humano, corresponde a um estado de consciência – significando o estado do qual a atividade se origina. E cada estado estabelece uma freqüência energética.
    O homem, em sua faculdade de consciência, é um criador extremante sensível e altamente complexo, de infinitas possibilidades de existência. A maneira pela qual a humanidade aborda a vida é puramente casual. Se conseguirmos ser bem-sucedidos, isso ocorre quase sempre por acaso – conseguido através de persistência obstinada e metodologias aplicadas a esmo. Não apenas perdemos nossa capacidade de ajuste, mas perdemos também a potência total de nossa energia, de nossa força.
    Mais do que uma faculdade central (um poder-fonte), existe um estado de dispersão contínua (atividade e ajuste externo), que cria uma fragmentação de nossas faculdades. Através disso, percebemos a fragmentação. Não apenas esquecemos que há uma unidade em relação à vida. Esquecemos também a capacidade e o conhecimento de nossa maestria inerente sobre a matéria e a vibração. Como o proverbial “príncipe que virou sapo”, ficamos presos a um ou outro sistema de nossa própria criação.
    Não nos lembramos que fomos e sempre seremos criadores. Ficamos fascinados e identificados com nossas criações. Caímos na armadilha de um nível de realidade que concebemos como sendo o todo. O processo normal da consciência é expandir-se e intensificar-se.
    Isso pode ocorrer independente da nossa cooperação. Sem as nossas cooperações, há dor e sofrimento. Mas dor e sofrimento não são parte intrínseca da vida. Com a nossa cooperação, nossa consciência flui como um rio através de diferentes permutações de substância e energia, desimpedido e incessante. A vida é vista como um fluxo, uma contínua atividade de forças. “Você não é um ser humano que está passando por uma experiência espiritual. Você é um ser espiritual que está vivenciando uma experiência humana.” (Wayne W. Dyer)
    O foco vai sendo desviado dos efeitos (a consciência central). Quem percebe a inteligência suprema, o estado mais alto de consciência? O processo da vida parece ser a reunião de elementos discrepantes, nos quais nossa força (nossos interesses investidos, nossas ligações e identificações) é estocada, o que nos mantém divididos. Nesse reservatório de elementos, a força que estava impulsionando a energia para o exterior, passa a coletá-la em sentido contrário, para dentro, em direção a um ponto de origem, aumentando em intensidade. Essa quantidade de movimento no interior do reservatório coletor é todo poderoso. Os místicos e magos o conhecem. Os ocultistas o conhecem. Até Hitler o conhecia. Mas a humanidade ainda não o conhece, preferindo revestir de poder a autoridade externa: barbudos papais do céu, gurus, professores, figuras da autoridade doutrinas, ensinamentos e organizações...Dentro de cada individuo repousa a divindade, um estado de consciência a partir do qual tudo é possível. Quando alinhada às verdadeiras leis da vida, qualquer coisa é possível. Porque a consciência, como a energia, é neutra. É uma faca de dois gumes: indivíduos egoístas transformam-se em caos, desarmonia e destruição. Não só isso! Ela pode esvair-se ou fossilizar-se num saber mecânico que opera sem gosto pela existência em si mesma. Nessa situação de obscurecimento, precisamos filosofar. Todos precisamos filosofar porque o obscurecimento é universal, abateu-se extensivamente sobre toda a terra. Precisamos recuperar a compreensão inata da existência no mundo, precisamos recordar o Lumem Naturale, “o juízo secreto da razão”, a sabedoria da vida. Como é esse filosofar? Como é esse ofício dos filósofos?
    É exercício de pensar por nós mesmos. O exercício de pensar por si mesmo é a arte das artes, porque exige sensibilidade, treinamento intelectual e disciplina corporal. Na arte de pensar, encontramos o real, achegamo-nos ao seu íntimo. Assim voltamos a habitar a terra como árvores vivas das florestas, bem enraizados, no sabor de sua profundidade. Aceitar a consciência da espiritualidade é antes de tudo ampliar a sua consciência para a sua verdadeira aceitação. Sendo assim, a harmonia cósmica faz com que o seu ser seja preenchido pela verdade absoluta. A purificação através da busca da verdade interior trazia para os mais antigos a consciência de Deus como a única verdade absoluta. O raciocínio partia da importância da verdade consigo mesmo. Dizia-se que manter a verdade dentro do coração era armazenar Deus como o único criador. Da verdade, surgiu a purificação através da água, que se manifesta de várias maneiras no cotidiano simples dos homens. Os hindus vêm lavando seus pecados nas águas sagradas desde o tempo dos primeiros registros históricos.“Se o coração não é puro, o grande espírito não pode ser visto”. "A tarefa da ciência não é simplesmente identificar a mudança do padrão estrutural em todas as coisas, mas considerar essa mudança uma coisa simples. A ciência começa com a hipótese, que está sempre presente embora possa ser inconsciente, esquecida ou, às vezes, até mesmo negada: existe uma ordem simples na natureza; é possível uma forma simples de revelar a experiência; a tarefa da ciência é descobri-la.”

    Kussa Jutsu

    É o estudo das ervas e de suas propriedades terapêuticas. Corresponde à fitoterapia, disciplina presente em várias culturas, mais notadamente no Oriente. A China reconhece e utiliza as propriedades medicinais das ervas amplamente, desde centenas de anos antes de Cristo.
    De fato, a humanidade conhece os benefícios medicinais das plantas há milênios. Registros da medicina romana, egípcia, persa e hebraica mostram que ervas eram utilizadas de forma extensiva para curar praticamente todas as doenças conhecidas pelo homem. Muitas ervas contém poderosos ingredientes que, se usados corretamente, podem ajudar a curar o corpo. Nos seus primórdios, a indústria farmacêutica baseava-se na sua capacidade de isolar esses ingredientes e torná-los disponíveis em uma forma mais pura. De acordo com o O-Chikara, todos os seres existentes em nosso planeta possuem uma aura de energia que envolve e circunda o corpo material. Essa aura é carregada de acordo com a vibração do corpo que a rege, apresentando diferentes cores e intensidades. No caso das plantas, aparelhos especiais permitem que se detecte a camada energética que as reveste e que fornecem, de alguma forma, um direcionamento no seu uso terapêutico. Esses aparelhos medem até mesmo a afinidade de uma planta com determinada pessoa, explicando por que o uso da planta para a cura de uma doença será ou não positiva.
    Outros métodos de pesquisa demonstram a diferença energética no campo de uma planta em função do tipo de cultivo que ela teve. Assim, plantas que foram cultivadas com o uso de adubos orgânicos teriam um campo de energia mais equilibrado e luminoso do que aquelas produzidas com a ajuda de aditivos agroquímicos. De acordo com a sua energia, a planta pode ser usada também para equilibrar as emoções e sentimentos das pessoas. Muitas plantas são empregadas popularmente para a limpeza energética de ambientes e pessoas, por meio de incensos e fumigações, justamente porque algumas delas possuem qualidades transmutadoras que propiciam a modificação da vibração atômica, devolvendo a harmonia.Contudo, os herbalistas alegam que a natureza colocou na mesma erva outros ingredientes que se equilibram com os ingredientes mais poderosos. Esses outros componentes, embora relativamente menos poderosos, podem ajudar a servir de intermediário, sinergista ou contrapeso quando trabalham de forma harmônica com o ingrediente mais poderoso. Portanto, ao usar essas ervas na sua forma completa, o processo de cura do corpo utiliza os ingredientes oferecidos pela natureza de uma forma mais equilibrada. Desde os tempos primórdios a utilização das plantas tem sido eficaz na cura de muitas doenças - A ciência em suas descobertas revela os valores terapêuticos das plantas elaborando as mais eficazes científicas ou naturais, convergindo em benefícios total em real no combate das infecções que assolam a humanidade Os antigos povos da Idade Média, como os Egípcios da Mesopotâmia ou os Babilônios, experimentaram o poder curativo das plantas.Muitos crêem que as propriedades curativas das plantas são tão eficazes quanto os remédios industrializados e sintetizados, mas sem os efeitos colaterais destes. Em países e comunidades nas quais o acesso a médicos e hospitais é limitado, os remédios feitos de ervas são a forma principal de medicina.

    KENJUTSU

    Kenjutsu
    significa, em seu termo literal, "arte da espada" ou "técnica da espada". O nome se deu à pratica onde a espada era a arma principal da classe militar mais respeitada da época: os Samurais. Não apenas uma arma, a espada daqueles que as empunhavam, era também um símbolo de honra e bravura, dependendo da precedência e manufatura da mesma. As escolas de Kenjutsu eram como academias de treinamento para oficiais militares e membros da nobreza. Era lá que os Samurais, os grandes guerreiros da época, mandavam suas gerações mais jovens para serem treinadas para combate e comando de infantaria. Esses discípulos eram ensinados a manejar as principais armas da época (como a katana, anaginata e o kyu - ou arco e flecha) para combates pessoais, assim como para maiores engajamentos como as batalhas de companhias e de tropas militares. Os aprendizes eram também educados nos apropriados rituais de conduta e etiqueta, que serviam para inúmeros propósitos, tais como a segurança de seus respectivos senhores ou a execução correta das funções do Samurai entre os membros nobres da alta sociedade.
    Esses costumes de conduta e técnicas marciais foram mantidos ao longo do tempo e passados, sucessivamente, para as gerações seguintes. Hoje, após muitos séculos, essas artes e costumes ainda são lembrados, e não só entre os orientais, mas no mundo inteiro
    Do Kenjutsu originou-se o Kendo, que significa "caminho da espada". Provendo-se de recursos como armaduras e espadas de bambu, o Kendo permite que as técnicas ensinadas na época dos Samurais sejam ainda praticadas, porém, com uma considerável limitação quanto aos estilos e técnicas exploradas mais profundamente no Kenjutsu. O Kendo foi, porém, uma forma de preservar o caminho da espada durante a "ocidentalização" do Japão, período em que andar pelas ruas com uma espada era crime.
    Muitas outras artes marciais japonesas ficaram posteriormente conhecidas entre os ocidentais, como o Jiu Jitsu e o Karate, que significa "mãos vazias". Acredita-se que esta luta apareceu inicialmente em Okinawa, entre comerciantes, justamente no período em que andar armado já não era mais permitido.
    Essas artes japonesas são tradições históricas e ainda seguem alguns conceitos básicos de conduta, conservados desde os seus tempos primórdios, como por exemplo, a associação praticamente familiar entre o mestre, o aluno e a arte marcial em vigor.
    Todas as artes marciais japonesas, porém, não estão adequadas a um princípio bélico. A base de todas essas técnicas é o Bushido - o caminho do guerreiro. Um código de conduta e um modode vida para os samurais, que fornecia parâmetros para esse guerreiro viver com dignidade e morrer com honra.

    Aikijujutsu

    Aikijujutsu é uma das mais antigas e refinadas artes de combate originadas no Japão.
    História
    Praticada antigamente pelos nobres japoneses, por sua riqueza de conhecimento e dificuldade, crê-se ter sido uma das primeiras formas de defesa pessoal do Japão feudal. A complexidade de seus sistemas a consagrou como uma arte de elite militar. Sua dificuldade se encontra exatamente na harmonia interior do praticante, não se deixando levar por qualquer emoção que afetasse a sua técnica.
    Perde-se na história a época ou período do surgimento da arte, já que muitas são as supostas origens da arte No entanto, supõe-se que a arte tenha origens no neto mais jovem do Imperador Seiwa, Shinra Saburo Yoshimitsu, quando este foi para Oshu, no nordeste do Japão, estudar anatomia humana através de dissecação.
    Porém, inegavelmente, sua origem vem da arte da espada, o Kenjutsu. Mas é interessante salientar que samurais eram obrigados a portar espadas e deviam, obrigatoriamente, usá-las para defender sua honra. Logo, Um samurai que lutasse sem ela corria o risco de ser ordenado a cometer seppuku (auto-evisceramento) ou poderia mesmo ser condenada a crucificação (tido como humilhante), como cita o Hagakure (livro do século XIV).
    Entretanto, com a proibição do porte das mesmas nos castelos e casas de nobres, a arte começava a surgir. Então, baseando-se em estudos de anatomia humana, conhecimento e controle da energia sutil e técnicas de espada, teríamos uma receita inicial para a criação do Aikijujutsu.
    Sukima (vazio) representa um fundamento básico do Aikijujutsu, e simboliza fazer com que um adversário (inicialmente portando a espada Katana) não consiga atingir seu objetivo, apenas usando os conceitos dos quatro elementos, água, fogo, ar e terra. A partir deste princípio surgiu o primeiro movimento que hoje constituí o Aikijujutsu.
    Uma arte baseada na harmonia e na utilização da energia interior, conhecida como Ki. O Ki é o princípio que rege o universo do Aikijujutsu, focalizando os estudos em sua condução e direcionamento, através do estudo e controle da utilização de chaves, torções e imobilizações, de modo a invalidar o inimigo buscando a harmonia do corpo.
    O significado de nome da arte

    O nome da arte pode ser traduzido para o português da seguinte forma:
    • Ai: Harmonia
    • Ki: Energia, força vital.
    • Ju: Flexibilidade
    • Jutsu: Arte
    Estilos

    Daito Ryu Aiki JuJutsu, mais conhecido estilo da arte, fundado por Sokaku Takeda, veio da linhagem dos Minamoto, que organizaram as técnicas Aiki e o fundaram, aproximadamente no século XV.
    OSOI é a forma lenta e suave. Essa forma era praticada por aqueles que não possuíam tanto vigor físico ou possuíam idade avançada. Na busca do vazio e do desequilíbrio, essencial nessa forma, busca-se encontrar no íntimo do seu inimigo um local escondido para se alojar. As técnicas iniciais eram adaptadas a um raciocínio circular que tinha por objetivo a utilização da força do inimigo contra ele mesmo. Para muitos mestres tal estilo é considerado o último estágio da sapiência militar. Da mesma forma, o Gendai Budo traduziu essa teoria como "ceder para vencer".
    HIDOI, contrariamente, caracterizado pela extrema violência e agressividade de seus movimentos, é conhecida como a terrível arte do clã Aizu. A definição do Hidoi retrata o pensamento do Bujutsu na sua essência e realidade.
    KORYU, que tem como significado "estilo antigo", representa as formas clássicas e imutáveis do Aikijujutsu estabelecidas em seqüências de kata.
    RENKAKU, que significa "encadeado por um ângulo", era a forma que mais se assemelhava ao jujutsu, diferenciando-se na circularidade de seus movimentos e utilização da força de seu adversário contra ele mesmo.

    MANUAL DE OPERAÇÕES NINJA




    INTRODUÇÃO


    Existem em quase todas as civilizações, desde os primórdios das eras, as unidades de
    combate de elite (como os pretorianos de Roma e os exércitos de espartanos da antiga Grécia), tem atuado através da história, usando unicamente sua perícia em armamento e ações de guerra para vencer a qualquer custo.
    Infiltrando-se por terás das linhas inimigas, seu pessoal altamente treinado teve sucesso onde enormes exércitos falharam, com resultados devastadores. Na era moderna, os governos iniciaram a formação de tais brigadas de elite, visando golpear o quartel general inimigo. Tais grupos como a Força Delta dos Estados Unidos e o Serviço Aéreo Britânico Especial, continuam as tradições de espionagem e atividades secretas.
    No passado e no presente, tais unidades especiais tiveram um ponto em comum, seus membros eram uma casta muito especial de homens, em plena forma física e peritos em seu campo de ação. Selecionados para treinamento especial nos exércitos regulares, alguns meses de exaustivo treinamento intensivo produziam um saldado pronto para o combate que sobrepujava em perícia o homem comum de infantaria.
    Se pudesse ampliar os poucos meses de treino em 18 anos ou mais o produto final seria pouco menos do que um superhomem, um guerreiro cujas habilidades tanto mentais quanto físicas seriam verdadeiramente espantosas. Tal unidade de elite existe de fato e suas tradições remontam no tempo há mais de dois mil anos. Elas são os ninjas, os praticantes de ninjutsu.
    Nenhuma unidade de combate tem suscitado mais imaginação nos anos recentes do que os lendários ninjas do Japão, descritos coma a mais mortal máquina de combate na história da arte da guerra. Totalmente sem principios morais, estes assassinos da noite vestidos de negro matavam sem temor ou piedade deixando um trilha de mutilação e sangue em seu rastro na tuirbulenta história do Japão e servindo a quem fizesse a oferta mais elevada.
    Treinados desde o seu nascimento, o único objetivo dos ninjas era dominar completamente as técnicas de espionagem, armas, combate desarmado, venenos e psicologia, para poderem passar informações aos seus superiores por meio de suas atividades clandestinas.

    QUALIDADES PESSOAIS DE UM NINJA EM OPERAÇÕES URBANAS:

    O ninja é caracterizado por sua valentia e sua natureza decisiva. Tem que ser bom taticamente e ser um lider hábil. O ninja tem que ser uma pessoa preparada para compensar o fato de que tem suficientes armas, munições e equipe.
    No entanto de carreira ou a policia governamental têm armas e transportes modernos e podem viajar com liberdade, utilizando a força de seu poder. O ninja tem recursos a sua disposição e leva uma vida clandestina.                                                                                                                                                                                                      Algumas vezes, e é obrigado a usar documentos falsos.
    No entanto o ninja urbano tem certas vantagens sobre o exército convencional ou sobre a policia.
    As armas do ninja urbano são inferiores às do seu inimigo, mas vendo desde o ponto de vista moral, o ninja urbano tem uma vantagem que não pode negar. Esta superioridade moral é o que sutenta o ninja urbano. Graças a ela, o ninja pode levar ao fim seu trabalho principal, o qual é atacar e sobreviver.
    O ninja tem que capturar ou desviar armas do inimigo para poder lutar.
    Estas dificuldades têm que ser superadas, o qual força o ninja urbano a ser imaginativo e criativo, qualidades que sem as quais seria impossivel para ele exercer seu papel no clã.
    O ninja tem que ter criatividade, mobilidade, e flexibilidade, como também versatilidade e um comando para qualquer situação.  A iniciativa é uma qualidade especilamente indispensável. Nem sempre é possivel se antecipar de tudo, e o ninja não pode deixar se confundir, ou esperar por ordens. Seu dever é o de atuar, de encontrar soluções adequadas para cada problema que encontrar, e não se retirar. Sem a iniciativa não pode haver combate urbano.
    Outras qualidades do ninja são as seguintes: que possa caminhar bastante, que seja resistente à fadiga, fome, chuva e calor, conhecer como se esconder e vigiar, conquistar a arte de ter paciência ilimitada, manter-se calmo e tranqüilo nas piores condições e circustâncias, nunca deixar pistas e traços de suas operações.
    O ninja não é um homem ou mulher de negócios em uma empressa comercial, nem é um artista numa obra. O combate urbano, assim como o combate rural, é uma promessa que o ninja se faz a si mesmo. Quando já não pode fazer frente às dificuldades, ou reconhece que lhe falta paciência para esperar, então é melhor entregar seu posto antes de trair sua promessa, já que lhe faltam as qualidades básicas necesárias para ser um ninja.

    COMO DEVE VIVER E SUBSISTIR O NINJA:
    O ninja deve saber como viver entre as pessoas e se cuidar para não aparentar ser estranho ou distante da vida normal da cidade.
    Não deve usar ropuas diferentes da que outras pessoas utilizam. Roupas caras e elaboradas para os homens e as mulheres podem ser um impedimento para o ninja, caso seu trabalho o levar a bairros onde este tipo de roupa não seja comum. O mesmo serve se o trabalho for na ala inversa.
    O ninja tem que viver de seu trabalho ou atividade profissionais se é conhecido ou procurado pela policia, se esta sentenciado ou esta sob liberdade condicional, tem que viver clandestinamente, sob tais condições, o ninja não pode revelar suas atividades a ninguém, pois o ninja nunca revela as suas atividades para ninguém a não ser para o seu próprio clã, já que isso é sempre unicamente de responsabilidade da organização na qual o ninja pertence.
    O ninja tem que ter uma grande capacidade de obeservação tem que estar bem informado a respeito de tudo, em particular dos movimentos de seu inimigo tem que estar constantemente alerta, procurando, e ter grande conhecimento sobre a área em que vive, opera, ou através da qual se movimenta.
    Mas a caracteristica fundamental e decisiva do ninja é que é um guerreiro que luta com armas, dada esta condição, há poucas posibilidades de que possa seguir sua profissão normal por muito tempo ou referencial da luta de classes, já que é inevitável e esperado necessariamente, o conflito armado do ninja contra os objetos essenciais:

    PREPARAÇÃO TÉCNICA DO NINJA:
    Ninguém pode se converter em ser um ninja sem prestar particular atenção à preparação técnica.
    Esta preparação técnica do ninja baseia-se na sua preocupação pela preparação fisica, seu conhecimento e no aprendizado de profissões e habilidades de todas as classes, particularmente as habilidades manuais.
    O ninja somente pode ter forte resistência fisica se treinar sistematicamente. Não pode ser um bom soldado se não estudou a arte de lutar. Por esta razão o ninja tem que aprender e praticar vários tipos de lutas, de ataque e de defesa pessoal.
    As outras formas úteis de preparação fisica são caminhadas, acampar, e treinar sobrevivência na selva, escalar montanhas, remar, nadar, mergulhar, pescar, caçar pássaros, e animais grandes e pequenos.
    É importante aprender a dirigir, manejar um pequeno bote, entender de mecânica, rádio, telefone, eletricidade, e ter algum conhecimento das técnicas eletrônicas.
    Também é importante ter conhecimento de informações topograficas, poder localizar a posição através de instrumentos ou outros recursos disponiveis, calcular distâncias, fazer mapas e planos, desenhar escalas, calcular tempos, trabalhar com escalonamentos, compasso, etc.
    Um conhecimento de medicina auxiliar ele tem o papel de ser doutor ou entender de medicina, enfermaria, farmacologia, drogas, cirurgia elementar, e primeiros socorros de emergência.
    A questão básica na preparação técnica do ninja é o manejo de armas, tais como o revolver automáticos vários tipos de armas ninja, escopetas, carabinas, morteiros, bombas, etc.
    O conhecimento de vários tipos de munições e explosivos é outro aspecto a considerar. Entre os explosivos, a dinamite tem que ser bem entendida. O uso de bombas incendiárias, de bombas de fumaça, e de outros tipos são conhecimentos prévios indispensáveis.
    Aprender a fazer e construir armas, preparar bombas molotov, granadas, minas, artefatos destrutivos caseiros, como destruir pontes, e destruir trilhos de trem são conhecimentos indispensáveis à preparação técnica do ninja.
    O nivel mais alto de preparação do ninja é o centro para treinamento técnico. Mas somente o ninja que passou pelo exame preliminar pode aprender a esta escola, isto é, um que tenha passado a prova de fogo em ação, em combate verdadeiro contra o inimigo.

    AS ARMAS DO NINJA:

    As armas do ninja são armas leves, facilmente trocadas, usualmente capturadas do inimigo, compradas ou feitas no momento.
    As armas leves têm a vantagem de que são de manejo rápido e de fácil transporte. Em geral, as armas leves são caracterizadas por serem de barril curto. Isto inclui muitas armas automáticas.
    As armas automáticas e semi-automáticas aumentam consideravelmente o poder de fogo do ninja. A desvantagem deste tipo de rama para nós é a dificuldade em comtrolá-la, resultando no desperdicio de munições.
    Compensando somente pela sua ótima precisão.
    As granadas e bombas convencionais de fumaça podem ser consideradas como armamentos leves. Com poder defensivo para a cobertura e retirada.
    O ninja não deve basear suas ações no uso de armas pesadas, que possuem seria desvantagens no tipo de luta que exige armamento leve, que garanta mobilidade e velocidade.
    As armas caseiras são muitas vezes tão efeicientes como as melhores armas produzidas em fábricas convencionais, e até uma espingarda cortada é uma boa arma para um ninja.
    O papel do ninja como produtor de ramas é de fundamental importância. Cuidar de suas armas, saber como arrumá-las, e em muitos casos poder estabelecer uma pequena estação improvisar a produção de armas pequenas e eficientes.
    Estas contruções e cursos com explosivos e sabotagem devem ser organizados.
    Os materiais primários para práticar destes cursos devem ser obtidos com antecedência para evitar um aprendizado incompleto, ou seja, para deixar espaço suficiente para a experiência.
    Os coquetéis molotov, gasolina e artefatos caseiros tais como caixas de tubos e latas, bombas de fumaça, minas, explosivos convencionais tais como dinamite e cloreto de pótassio, explosivos plásticos, cápsulas de gelatina, e munições de todo tipo são necessários para a missão do ninja.
    O método de obter os materiais necessários e munições será o de comprá-los ou o de levá-los pela força em expropriações planejadas e executadas.
    O ninja terá o cuidado de não guardar explosivos e materiais por muito tempo já que podem causar acidentes, mas tratará de utiliza-los imediatamente em objetivos pré-selecionados.
    As armas do ninja e sua habilidade de mantê-las constituem seu poder de fogo. Tomando do uso de armas e munições modernas e introduzindo inovações no seu poder de fogo e com a utilização de certas armas o ninja pode mudar muitas de suas táticas de guerra.
    Armas como espadas, facas todos os tipos de armas que os ninjas utilizam em suas missões.
    QUALQUER ARMA É UTILIZADA PELO NINJA PARA AS SUAS MISSÕES.